Minhas paixões


07/05/2005


Microconto

   Uma experiência nova, escrever microcontos... Espero que leiam, e enviem seus comentários...

   Copiar, ler, resolver, entender, comemorar. -Cala boca menino!

Escrito por Luciana às 11h35
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Despedida

 Estranho esse título, não?

   Mas foi o que aconteceu essa semana, no curso onde trabalho no período da manhã, os alunos ou legionários como chamamos, ficam conosco apenas seis meses, e dia 05 foi a formatura de quatro turmas, duas com as quais eu trabalhava, a 66ª feminina e a 93ª masculina.

   Nestas turmas tivemos muitas dificuldades de relacionamento, mas quando estava ficando gostoso, acabou. Não é a primeira turma que se forma desde que trabalho lá, mas é a primeira que tenho o blog para compartilhar como me sinto após todas as formaturas, fica um vazio incrível, falta o sorriso companheiro de algumas pessoas todas as manhãs, falta a pergunta, que alguns acham ser importunas, mas que me fazem estudar mais e mais para dar aulas, falta a conversa gostosa na sala de digitação, falta as broncas por causa da postura inadequada para determinadas situações. Quando trabalhamos por um ano inteiro com uma turma, parece cansativo, mas quando temos apenas seis meses para consquistar uma relação de confiança e harmonia, tudo parece muito triste, quando acaba.

   Sei que será por pouco tempo, outros iniciarão o curso no dia 16 de maio, mas os que já sairam foram únicos, especiais e me fizeram crescer. Se algum legionário dessas duas turmas citadas ler a mensagem, saibam vocês faram falta, se algum legionário das turmas anteriores ler também, foi exatamente assim que me senti após a formatura de vocês.

   Obrigado por me auxiliarem a crescer, a aprender e a mudar. Todos vocês,ex-legionários, são especiais. Um super beijo a todos.

   Espero que as meninas da turma 67ª e os meninos da turma 94ª, não fiquem chateados, vocês também foram especiais, num espaço menor de tempo, mas foram, deixaram suas marcas, e vou sempre me recordar, principalmente depois que os meninos apareceram no VideoShow...

Escrito por Luciana às 11h24
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01/05/2005


Interatividade

   Muitas vezes imaginamos que nossos alunos querem ter os assuntos trabalhados em sala de aula o mais 'mastigado' possível para que não tenham trabalho nenhum, além de decorar e despejar tudo em nossas provas, mas sabemos que isso é uma inverdade.

   Sabemos e sentimos isso pois tudo no mundo tem peddido a nossa participação, a televisão pede para escolhermos o filme do dia seguinte, quem ganha ou perde em um reality show, qual partida de futebol queremos assistir, a internet nos pede para escolhermos os sites mais legais, tudo nos pede  para interagir.

   Por que isso não pode acontecer na sala de aula? Por que o professor não pode trabalhar de maneira que seu aluno construa seu próprio conhecimento? Não nessa visão absurda que algumas pessoas têm de que não se pode corrigir, que tem que deixar errado pois com o tempo o aluno percebe o erro, pois isso não é interação.

   Inter - ação, é ação realizada em conjunto, é construir o conhecimento ao mesmo tempo que outras pessoas, é participar decidindo o melhor caminho a se tomar... isso é interação.

   E Pierre Levy, diz que ela está presente cada dia mais em nossas vidas e em níveis cada vez mais complexos. Precisamos por isso, estarmos cada dia mais "antenados" as mudanças que ocorrem a nosso redor, e aprender a utilizar tão valioso instrumento na busca de informações e elaboração de conhecimentos.

   Vou pensar um pouco mais sobre esse assunto e em breve retorno, mas gostaria muito de encontrar a opinião de vocês para que possamos inter-agir na construção de nossos conhecimentos sobre esse tema...

   Fiquem bem, e até a próxima... 

Escrito por Luciana às 16h55
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Relações em mudança

   Todos sabem que para escrever no blog existe um tamanho limite para as mensagens, e por esse motivo estou dividindo o tema em vários fragmentos.

   A como vimos com Pierre Levy, a velocidade com que transformam-se as informações tem afetado todo o contexto escolar, e para o tema da minha pesquisa é necessário verificar o que essas transformações afetam na relação professor-aluno.

   Como já temos conversado, os professores com quem melhor nos relacionamos foram os mais afetivos, que se fizeram presentes em nossas vidas, de forma a nos ensinar não só com suas palavras mas com seus atos, gestos, olhares e tudo mais.

   Nessa nova visão de educação a relação professor-aluno sofre alterações, pois o aluno não tem mais somente o professor como fonte de informação, o universo é um grande mar de informações que a todos os instantes podemos entrar em contato, o professor modelo de conhecimento deixa de existir e passa a existir aquele que vai auxiliar a filtrar as informações, aquele que vai mostrar os caminhos, através da pesquisa e do trabalho.

   Qual criança atualmente gosta que o professor pegue em sua mão e escreva por ela? Quando eu era criança achava isso o máximo, mas experienciei esse fato hoje, vim almoçar na casa de meu padrinho de formatura, e ele tem uma sobrinha, a Vitória, que queria escrever seu nome mas faz todas as letras, que tem aberturas, de ponta cabeça. Instintamente, disse o seguinte: 'Deixa eu te ajudar'; e peguei na mão dela para isso. A decepção foi imediata, seu sorriso desapareceu e assim que terminamos (terminei) de escrever ela mudou de folha.

   Achei isso fantástico, pois mesmo estudando, lendo e até trabalhando com alfabetização, tive a mesma atitude que minha mãe e professora da pré escola.

   Esse é um exemplo, dos mais simples, mas mostra a mudança na mentalidade da própria criança, que não aceita que as coisas sejam dadas e sim conquistadas através de experiências próprias.

   O que nos faz voltar ao texto de Pierre Levy. Para tanto vamos abrir um novo post, ok?

Escrito por Luciana às 16h01
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Velocidade

   Há duas semanas o professor Jarbas nos forneceu um texto muito interessante sobre as formas do saber, numa entrevista dada a rede Senac de tv Pierre Levy, filósofo frances, trata das mudanças que estão ocorrendo na educação. 

   Lendo o texto, a citação que mais me chamou atenção, me fez lembrar de uma música do Lulu Santos:

   "Nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia, tudo passa, tudo sempre passará. A Vida vem em ondas como o mar, num indo e vindo infinito. Tudo que se vê não é, igual ao que a gente viu a um segundo, tudo muda o tempo todo no mundo, não adianta fugir, nem mentir pra si mesmo agora, a tanta vida lá fora e aqui dentro sempre como uma onda no mar"

   Pierre Levy, nos diz que o primeiro conceito que devemos ter certeza, que tem mudado, é a velocidade com que as informações nos chegam atualmente, como diz a música, tudo se transfoma rapidamente, o conhecimento não é mais algo que possa ser estocado e o professor não é o único detentor das informações.

   Com essa mudança a meta principal da educação deixa de ser ensinar e passa a ser fazer com que as pessoas aprendam, alterando todas as relações dentro da escola, professor-aluno, escola-comunidade e todas as outras.

   Para a próxima mensagem vamos falar um pouquinho mais sobre essa relação professor-aluno.

Escrito por Luciana às 15h27
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