Se este fosse um diário convencional, esta semana estaria todo cheio de rasuras, muitas coisas aconteceram, muitas informações colhi e todas elas me fizeram refletir sobre tudo que tenho estudado. Muitas vezes me senti desamparada, despreparada, me perguntei várias vezes do que valeu esses três anos de curso universitário se eu não sei absolutamente nada? Como pude ir as aulas, estudar para as provas e agora me sentir uma completa analfabeta?
Tudo começou com a citação de Juliana Davini, mensagem anterior, que nos aponta a necessidade da afetividade nas relações em grupo, para facilitar o "acesso" àquelas pessoas mais fechadas, mas quietas, mais silenciosas, que são sempre um grande desafio para todos nós, pois nunca sabemos se elas estão nos entendendo, se concordam ou não com nossa opinião.
Colocando isso em minha vida profissional, percebi que muitas vezes nos esquecemos de criar essa relação afetiva com nosso aluno, entramos em sala de aula e já no primeiro dia, exigimos do recém chegado uma participação ativa dizendo "a sua participação será parte de sua nota bimestral, e poderei levar em consideração qualquer comentário que façam, quem sabe assim evitando uma recuperação ao final do semestre", uma fala como essa no primeiro dia de aula torna a relação complicada, nosso aluno recém chegado a escola sente-se desprotegido, precionado e vai nos responder dentro dessa pressão, vai manter se distante, sentindo-se um ser desqualificado. Tudo isso por uma fala inadequada no primeiro dia.
Na última quarta feira, durante a aula de planejamento de projetos, a professora Cecília de Carvalho nos presenteou com uma aula muito interessante, trabalhou um texto cujo tema era Afetividade, no momento não me recordo o nome da autora vou verificar e posto uma mensagem falando um pouquinho sobre ela, pudemos ter uma nova visão do que é afetividade, epstemologicamente significa afetar o outro e ser por ele afetado, mas de quantas maneiras diferentes podemos afetar os outros e sermos afetados? Então não é a coisa mais simples do mundo.
Precisamos nos preparar, pois podemos atingir negativamente os outros, com nossas palavras, nossas opiniões e tornar dessa forma o relacionamento complicado dificultando o processo de ensino aprendizagem; podemos também, sentindo-nos seguros do que somos, do que sabemos ou não sabemos, tocar o outro de forma positiva, auxiliando no processo de criação do papel que cada um desempenha na vida, facilitando o processo de ensino aprendizagem.
Auto-conhecimento, então é um dos caminhos para entendermos quem somos e a influência que podemos exercer sobre o outro. Auto-estima, é o que preciso desenvolver em mim e no próximo, para que tenhamos segurança em seguir. Estou aprendendo, mas ainda me sinto semi-alfabetizada. Essa semana cada texto, cada aula, cada comentário me faz crescer e pensar um pouquinho mais, o caminho ainda é longo e espero que tenham paciência para chegarmos juntos a alfabetização afetiva que estou buscando...
Até a próxima blogada...![]()




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