Estudando sobre afetividade, encontrei um texto muito interessante que fala sobre o posicionamento do professor em sala de aula, sobre o tipo de atitude que ele pode estar tomando, e o que desencadeia essa postura em seu aluno, esse texto é da autora Yvone G.Khouri no livro "Psicologia Escolar" , cito um trecho que sempre me fez iniciar uma experiência.
"...ter consideração pelos sentimentos dos alunos na relação pedagógica, desenvolvendo maior sensibilidade para perceber suas realidades e as suas dificuldades; evitar atitudes de superioridade e menosprezo, expressas em atos como recusar os alunos, dirigir-se a eles com palavras grosseiras, depreciativas e de baixo calão porque nestas ocasiões os alunos sentem medo, hotilidade, humilhação e insegurança, sentimentos que não contribuem para seu aproveitamento escolar; ..."(1984, p.75)
Tendo lido sobre isso, decidi ter exatamente essa postura indicada pela autora como desfavorável, coloquei-me como a professora "carrasca" citada por alguns nos comentários as mensagens anteriores, tornei-me a pedra no sapato dos adolescentes com quem trabalho e garanto a experiência não foi agradável.
Tornei-me insuportável a mim mesma, fiquei triste, carrancuda e extremamente exigente, tudo era motivo para gritar e dizer que eles nunca aprenderiam nada; o duro de tudo foi quando resolvi sair desse papel, não conseguia, havia me acostumado tanto a ofender, criticar negativamente, que não conseguia enxergar o mundo de outra forma, comecei a achar que as pessoas faziam o mesmo comigo e me tornei ainda mais azeda.
Uma luta que me levou muitas vezes as lágrimas por perceber que um papel que eu havia decidido fazer havia tomado conta completamente de meus dias. O pior foi ser ignorada pelos meus alunos, perceber que não me davam a menor atenção em sala de aula, e além de tudo faziam piadinhas o tempo todo. Coisa que eu nunca havia vivenciado.
Percebi que a teoria, apresentada na citação, pode tornar-se realidade e prejudicar não somente os alunos mas também ao professor que passa a ficar preso nessa situação incomoda e autoritaria.
A mudança de postura foi dolorida, passei a achar que não sabia fazer nada certo e precisei de muito apoio das pessoas ao meu redor, que mesmo sem saber minhas intenções se fizeram amigas e passaram a me mostrar como mudar.
Na próxima mensagem é exatamente sobre isso que iremos falar, conhecer a opinião de outro autor muito importante na minha pesquisa.
Sei que alguns vão dizer, "ela é maluca", mas mesmo pensando assim, deixem seus comentários, questionem e assim poderemos conversar muito mais sobre o assunto.
Pesso desculpa pela demora em postar mensagens, é que meu companheiro de trabalho foi atingido por um vírus fulminante, e as Lans House de São Paulo têm sido coadjuvantes na manutenção deste blog.
Até a próxima....![]()




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